Tecendo Cartas para a Paz: Dhesarme e TCP promovem atividade com relatos de sobreviventes

Em 1º de outubro, a Dhesarme realizou a atividade conjunta “Tecendo Cartas para a Paz”, em parceria com o coletivo Tecer Cartas para a Paz (TCP), coordenado pela Educadora para a Paz e Dra. Zilpa Lovisi. O encontro ocorreu em celebração ao Dia Internacional da Não Violência, comemorado todos os anos em 2 de outubro, aniversário de Mahatma Gandhi, pelas Nações Unidas desde 2007.
A ação desenrolou-se a partir do encontro entre a dinâmica do coletivo e da Dhesarme. O TCP, ao utilizar a escrita de cartas com base em referências bibliográficas de teóricos e filósofos dos Estudos de Paz, busca refletir temas como a paz e a não violência. A Dhesarme, por sua vez, através de quadros como o “Depois da Guerra: Histórias de Quem Viveu”, procura conscientizar sobre o impacto humanitário de armas indiscriminadas por meio dos relatos de sobreviventes desses armamentos e dos conflitos armados.
Para tanto, realizou-se a leitura conjunta de 6 cartas temáticas sobre munições cluster, armas nucleares, minas terrestres, violência armada, sistemas de armas autônomas e paz e não violência. As cartas buscaram, a partir dos relatos de sobreviventes desses armamentos, contar sua história e expor de forma sensibilizante como a utilização desses armamentos cria uma rede de impactos que envolve saúde física e psicológica, comunidades e territórios, e sequelas de uma vida toda.

Para isso, a Dhesarme articulou com a atividade o quadro editorial Depois da Guerra para contar a história de Iman, sobrevivente de munições cluster; de Sadae Kasaoka, sobrevivente de armas nucleares; de Maria da Penha, sobrevivente de arma de fogo; e de Luís Wamusse, sobrevivente de minas terrestres. Para a carta sobre os sistemas de armas autônomas, foi confeccionada uma carta ficcional, baseando-se nos riscos da não regulação do armamento e as ameaças aos princípios do Direito Internacional Humanitário já percebidos pela integração da Inteligência Artificial a sistemas militares. Já a sexta carta foi confeccionada pelo coletivo TCP, que compôs para a atividade uma mensagem sobre os ensinamentos de Gandhi e a importância da não violência e dos movimentos que promovem uma Cultura de Paz positiva na construção da paz.
Depois da leitura e da roda de conversa realizada para discuti-las, o encontro abriu espaço para que os Educadores para a Paz Zilpa Lovisi e Samuel Pereira realizassem uma apresentação sobre concepções teóricas e práticas da não violência. A Dhesarme agradece a honra de receber Zilpa e Samuel em um momento tão rico de escuta, diálogo e troca.

Ao final da atividade, como forma de fazer das discussões, reflexões e aprendizados do encontro fontes de expressão artística coletiva, foram confeccionadas manualmente artes ativistas sobre as temáticas de paz, não violência e desarmamento humanitário, coladas pelo campus da Universidade Federal da Integração Latino-Americana.
Acervo / Dhesarme
Através de atividades como esta, a Dhesarme reafirma seu papel na construção de uma Cultura de Paz positiva pautada na promoção do desarmamento humanitário e corroborada por valores como os da não violência e da defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana. A Dhesarme reitera seu agradecimento ao coletivo Tecer Cartas para a Paz por sua parceria e trabalho excepcional. E, por fim, agradece também a todos os sobreviventes que, a partir de suas histórias e vivências, representam uma força inesgotável na luta pelo fim do sofrimento causado por armamentos indiscriminados e seus impactos sobre a preservação da vida e da dignidade humana.
06/10/2026 BRT




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